Escolha deveria ter ocorrido nessa segunda-feira, porém reclamações de alguns participantes da assembleia fizeram com que o coordenador do processo optasse pelo adiamento
DA REDAÇÃO
Ainda não foi dessa vez que a Savema (Sociedade Amigos de Bairro da Vila Ema, Jardim Maringá e Adjacências) conseguiu eleger uma nova diretoria. A entidade está sem comando desde o final de 2024 e deveria escolher novos dirigentes para o triênio 2026/2028 na assembleia realizada na noite de segunda-feira (4). Porém, o objetivo não foi alcançado.
Cerca de 30 pessoas se reuniram em um salão da sede, na avenida Heitor Villa-Lobos, na Vila Ema. A ordem do dia da assembleia tinha dois itens: a eleição e a posse da nova diretoria e do novo Conselho Fiscal.
Inicialmente, os participantes assinaram a lista de presença na assembleia. Porém, quando seria realizada a eleição da única chapa inscrita, houve o acirramento de uma discussão entre alguns dos presentes e os organizadores.
O motivo do descontentamento teria sido a falta de divulgação mais ampla da assembleia e também a apresentação da chapa de candidatos apenas no dia da eleição. Um dos reclamantes disse querer conhecer os planos da nova diretoria para a entidade.
Diante do debate instalado na assembleia, o advogado Carlos Amaral, que vem realizando há cerca de um ano um trabalho visando a regularização da Savema –e constava na chapa como candidato a presidente– resolveu, isoladamente, cancelar a eleição e transferi-la para dentro de 20 dias corridos.
A decisão não foi bem compreendida sequer pelos demais membros da chapa, uma vez que, em votação realizada minutos antes, apenas três dos presentes apoiaram o adiamento. A grande maioria optou pela manutenção da eleição no dia marcado.
Amaral argumentou que, diante de algumas reclamações, optou pelo adiamento para comprovar a transparência do processo e dar oportunidade aos interessados em se candidatar na próxima data.

Falta de comando
A eleição da nova diretoria pretende regularizar a situação administrativa da Savema, que ficou sem presidente legalmente empossado desde agosto de 2023, quando Marco Pires –falecido recentemente– afastou-se por motivo de saúde. O cargo foi informalmente ocupado por Celso de Almeida, que ficou até o final de 2024, quando se encerrou o mandato da gestão. Porém, não foi realizada eleição para os três anos seguintes.
Em fevereiro do ano passado, o advogado Carlos Amaral, que é filho de José Monteiro do Amaral, comerciante tradicional do bairro e um dos mais antigos membros da Savema, onde estava no Conselho Fiscal da última diretoria, ingressou na Justiça estadual com pedido para ser nomeado administrador provisório da entidade. A intenção de Amaral era a de exercer a função e criar as condições necessárias para convocar nova eleição da diretoria.
Porém, o pedido de liminar feito à Justiça para que o advogado assumisse a função de imediato não foi concedido e a ação começou a se arrastar quando um novo juiz, para quem o processo foi remetido, decidiu convocar o ex-presidente Marco Pires para prestar testemunho.

Opção pela eleição
Diante da previsão de demora excessiva na Justiça, Amaral e o grupo remanescente da diretoria anterior resolveram desistir da ação judicial e realizar uma eleição.
A assembleia foi convocada em janeiro deste ano pelo ex-presidente Marco Pires, que já tinha seu mandato expirado. Porém, sua morte, ocorrida poucos dias depois, levou a situação novamente à estaca zero.
O lance seguinte do processo foi o lançamento de edital no dia 13 de abril para a realização de eleição em 4 de maio. O edital foi assinado por três integrantes do Conselho Fiscal da última diretoria, José Monteiro do Amaral, Luiz Alberto Garcia e Pedro Bulgarão.
Agora, aguarda-se a publicação do edital que definirá a nova data da eleição. O prazo permitirá uma divulgação mais ampla da sucessão na Savema para que a entidade possa ter sua situação regularizada.


Carlos Amaral decide adiar eleição para escolha da nova diretoria da Savema. Foto / SuperBairro 
