Poeta e ativista cultural José Moraes, integrante do “Ocupa Flim”, criticou o evento. Vídeo / SuperBairro
Menos de 50 pessoas estiveram em frente ao Parque Vicentina Aranha até momentos antes da abertura da Flim; mesmo assim, o movimento “Ocupa Flim” marcou presença e entregou panfletos com críticas ao evento
DA REDAÇÃO
Até minutos antes da abertura da 11ª Flim, a Festa Literomusical de São José dos Campos, marcada para as 19h30 com o show “Silvero Interpreta Belchior”, a manifestação “Ocupa Flim” foi tímida. Menos de 50 pessoas se postaram à frente do parque, na rua Prudente Meireles de Morais, na Vila Adyana.
Os protestos contra a Flim começaram em setembro, quando a Prefeitura de São José dos Campos exigiu da Afac (Organização Social de Cultura), entidade gestora do Parque Santos Dumont, que cancelasse o convite à participação da jornalista e escritora Milly Lacombe em razão de conceitos emitidos por ela, em outro evento, ao ser referir à família tradicional brasileira.
Depois da desistência maciça de outros convidados, a Afac decidiu adiar o evento, que estará ocorrendo desta sexta-feira (28) até domingo (30). A nova Flim recebeu novo tema e deu prioridade à participação de convidados locais. Ao mesmo tempo, será realizada a 58ª edição da Semana Cassiano Ricardo, também com programação modificada.

Festa “domesticada”
Nos panfletos distribuídos antes da abertura da Flim, os manifestantes fizeram críticas à “censura” imposta à jornalista Milly Lacombe, além de fazer referências a episódios pessoais envolvendo recentemente o prefeito Anderson Farias (PSD), que iriam de encontro ao seu discurso de “defensor da moral, da família e dos bons costumes”.
“Sabemos que esta Flim vem cerceada, abafada, moldada para cumprir protocolo e prestação de contas”, prosseguiu o texto do panfleto. E encerrou: “Como festejar numa festa amarrada, domesticada, incapaz de dialogar com a cidade e com a sua potência criadora e literária?”.
Em entrevista ao SuperBairro, o poeta José Moraes, ativista tradicional do movimento cultural da cidade, fez uma análise do evento, criticando a falta de liberdade e a ausência de vários artistas locais na programação.
Três dias
A Flim continua neste sábado (29) e no domingo (30). Clique [aqui] e confira a programação completa.




Manifestantes em frente ao Vicentina Aranha por volta das 19h10 de sexta-feira, pouco antes da abertura do evento. Foto / SuperBairro 
