Responsável pelo Aubrigo da Tia Dany explica ato e fala de problemas relacionados à causa animal em SJC. Vídeo / SuperBairro
Representantes de ONGs, protetores e simpatizantes da causa animal percorreram ruas e avenidas do Centro expandido no domingo para exigir justiça contra agressores de cão comunitário ocorridas em Florianópolis (SC)
DA REDAÇÃO
Centenas de pessoas, entre adultos e crianças, realizaram uma manifestação de protesto na tarde de domingo (1º) contra a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), após ter sido agredido a pauladas por três adolescentes, todos menores de idade.
O ato fez parte de outros realizados no fim de semana em capitais e cidades de vários estados do país. Em São José dos Campos, o encontro reuniu representantes de ONG, protetores e simpatizantes da causa animal.
Após se concentrar em frente à portaria do Parque Vicentina Aranha, na rua Prudente Meireles de Morais (Vila Adyana), o grupo percorreu o quadrilátero formado pela avenida São João, rua Madre Paula de São José e avenida 9 de Julho, com frases, cartazes e faixas pedindo justiça para o caso.
Segundo os organizadores, além da aplicação da justiça contra os culpados pela morte de Orelha, o ato também serviu para a defesa de leis mais severas contra maus-tratos e por mais respeito à vida animal.

O que ocorreu
O cão Orelha vivia junto com outros animais de rua na capital catarinense que eram cuidados por moradores do local. No início de janeiro, Orelha foi atacado com pauladas na região da cabeça por adolescentes que vivem no bairro. Encaminhado para atendimento, o animal teve de ser submetido a eutanásia em razão da gravidade das agressões, segundo informou o Ministério Público de Santa Catarina.
O caso chegou à Polícia Civil do estado no dia 16 de janeiro. No dia 26, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, mas ninguém foi preso. Dois deles estavam nos Estados Unidos e tiveram celulares e roupas apreendidos pela polícia na última quinta-feira (29), ao desembarcarem no aeroporto.
Por serem menores de idade, se comprovada a autoria das agressões, os envolvidos não deverão receber penas criminais, mas medidas socioeducativas. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê, nesses casos, advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, regime de semiliberdade e, nos casos mais graves, internação em unidade socioeducativa por até três anos.


IMAGENS
Protesto por justiça para Orelha em SJC
Fotos / SuperBairro










Cartazes, faixas e palavras de ordem fizeram parte do protesto que teve início em frente ao Parque Vicentina Aranha. Foto / SuperBairro 
